O que é o FCBD®Style?

Uma breve explicação sobre o nosso estilo FCBD®!
Texto do site oficial http://www.fcbd.com

O QUE É FCBD®STYLE?
Rebeca Piñeiro and Group no ATS® Homecoming 2017. Na foto da esquerda para a direita: Kelsey Suedmeyer, Rebeca Piñeiro, Mariana Esther e Ana Asch

FatChanceBellyDance®Style (anteriormente American Tribal Style®) é um estilo moderno de improvisação em grupo de dança do ventre criado por Carolena Nericcio .

FCBD®Style é uma forma de dança de fusão. Os movimentos são inspirados em danças folclóricas do Oriente Médio, Norte da África, Espanha e Índia. É uma criação exclusivamente moderna que não representa uma dança “autêntica” de nenhuma região em particular.

FCBD®Style é um método de coreografia de improvisação, usando um vocabulário de movimentos naturais e dicas/senhas que permitem que os dançarinos se comuniquem por meio de gestos e contato visual ao dançar juntos.

Na foto Sandi Ball e Anita Lalwani

Muitas vezes despercebidos por causa dos trajes elaborados, música emocionante e pura beleza da dança, os conceitos centrais da improvisação em grupo são simples: líder à esquerda, seguidores à direita. Fique atento à interação entre os bailarinos, que sempre têm a atenção treinada na posição de liderança, buscando a deixa para o próximo passo. Quando os dançarinos se encaram e fazem contato visual, a liderança é neutra, cabendo ao dançarino que apresentar a próxima deixa.

Mas não pense muito! Permita-se ver o quadro completo: dançarinos trabalhando juntos em cooperação; um grupo focado em apresentar a dança como uma entidade.

FONTE: https://fcbd.com/what-is-fcbdstyle/

Dicas de treino para ATS®

Olá Passarinhas e Passarinhos!

Hoje quero ajudar vocês com os treinos em casa.
Muitos alunos me perguntam sobre minha quantidade de horas de treino e me pedem dicas para treinar em casa. Espero que este post ajude você a desenvolver ainda mais o seu ATS®. 🙂

Antes de começarmos com as dicas, é importante lembrar sobre o alongamento e aquecimento que deve ser feito antes e depois de cada treino. Isso é importante para desenvolver seu corpo e não causar lesões ou dores.

Se você tiver disponibilidade de tempo e condição financeira, o yoga (qualquer vertente) e pilates ajudam muito no nosso desenvolvimento, alongamento, consciência corporal, respiração e fortalecimento. Caso não possa, sem problema! Os treinos em casa irão sem dúvida dar resultados maravilhosos.

Qual deve ser a duração e frequência do treino?
Não existe regra. A prática poder variar de acordo com a sua rotina. O que importa é pensarmos no ATS diariamente. Uma prática simples de 5 minutos diários pode ser milagrosa! Então não pense que apenas os treinos de 4 horas causam efeito, TODA prática nos faz evoluir, porém, existe um detalhe importante, precisa ser uma prática CONSCIENTE. Sendo assim, reserve 5, 10, 15, 20, 60 minutos do seu dia. Pode ser 1, 2, 3, 4 vezes na semana ou todos os dias. Comece devagar, com pouco tempo e conforme sentir necessidade, permita-se aumentar em alguns minutos sua prática.

Mas não deixe de treinar apenas porque pensa que é necessário 4 horas ou mais de treino diários. Não, não precisa. 😉 O que importa é estar consciente e que seja constante.
Marque na agenda, comprometa-se com você mesmo! E faça ser leve! Quanto mais detalhes precisarem existir, mais postergado será. Não tem espelho? Filme-se. Não tem um som alto? Use o do celular mesmo. Não pode tocar snujs? Existem abafadores e pratique sem eles caso os abafadores não sejam suficiente. Não tem desculpa e nem motivo para complicar. Apenas agende um dia com você mesmo e FAÇA!

O que é uma prática consciente?
É o fato de você estar atento as regras do movimento, de focar no que foi corrigido em aula e tentar, conscientemente arrumar durante o treino. É estar presente, cabeça e corpo, é não perder o foco, é treinar para realmente arrumar o que precisa.
Todos nós queremos subir no palco e simplesmente sentir os movimentos fluírem naturalmente no corpo. Essa é a última etapa! A prática consciente nos leva a este estágio, já que com ela ganhamos confiança, familiaridade com o movimento, aprendemos a respirar, entendemos o nosso corpo, nosso equilíbrio.  É muito importante encontrarmos o equilíbrio entre técnica limpa e transe em cena. Se os seus movimentos não estiverem bem treinados quando você apenas se soltar em cena, eles sairão cheios de vícios e técnica errada. Por isso é importante treinamos todos os passos do ATS de forma isolada e individual para que, em cena, tenhamos apenas a incrível experiência de dançar em grupo e nos divertir, sem ficar apenas preocupado em não fazer um braço ou outro corretamente.
O estágio de transe, de se soltar 100%, de curtir, fica bonito quando treinamos de forma consciente.
Algumas dicas para que você possa se analisar e ter este formato de prática:
– anote as correções da professora que foram feitas em sala de aula. Tente corrigir cada detalhe citado nos seus momentos de prática.
– Filme-se e depois analise. Esta dica só será positiva para você se souber se autoanalisar com amor, carinho e coerência. Não adianta nada assistir sua prática para apenas encontrar defeitos. Caso não sinta que poderá se analisar sem apenas se criticar, peça para sua professora olhar para você e te dar dicas. Tenho certeza que ela ficará feliz em ver seu empenho e terá tempo para você. Caso sinta que é possível achar erros e acertos, anote o que acha que precisa melhorar, o que conseguiu evoluir, o que vai tentar arrumar novamente no próximo treino.
– respeite seu corpo. Se naquele dia não está bem, sente que não conseguirá focar ou está lesionada, deixe seu treino para mais tarde ou para o dia seguinte. Seja responsável porém, não se sabote. Se identificar que é preguiça, ligue o som e vá dançar!
– peça para sua professora te ajudar, diga que não está satisfeita com seus braços, quadril, seja o que for. Peça para ela identificar o que precisa ser melhorado e leve isso para seus treinos.

DICA #1:
Repetição. Pegue uma música e treine ela do começo ao fim apenas com um movimento. Você pode brincar de ficar apenas no Body Wave na posição 2 por exemplo. Na outra música, brinque de fazer apenas body wave mudando de braços, na outra, apenas body wave porém com todas as suas possibilidades. O importante é usar uma música inteira apenas para um movimento. O mesmo pode ser feito com os movimentos do repertório rápido e também com os toques dos snujs. Uma música inteira focada em apenas um movimento ou um toque.

DICA #2:
Braços. Faça uma música inteira apenas com as movimentações dos braços, sem deslocamentos, giros ou quadril. Pode ser do lento ou rápido. Finja que está dançando, mudando de passo, mas apenas seu braços de movem na postura correta do movimento. Isso nos ajuda a focar apenas neste momento sem aquele monte de coisas para fazer junto.  Se possível, com snujs para os dois repertórios. 🙂

DICA #3:
Quadril. Escolha uma posição de braços e fique com ela até o final da música. Apenas o seu quadril irá se mover. Neste caso, giros e deslocamentos são bem vindos. Faça o quadril dos movimentos de forma isolada, mude de passo durante a música, a ideia é fingir que está dançando normalmente, porém, apenas com o quadril. Ajuda muito!

DICA #4:
Solte a franga! 😛
Coloque uma música e simplesmente dance, pratique as transições dos movimentos, seja rápido ou lento. Lembre de focar na importância da contagem dos tempos para o repertório rápido. Tente fazer os movimentos com as trocas corretas. Este treino irá te ajudar a desenvolver sua confiança, desenvoltura e personalidade.

DICA#5:
Desenvolva combos pessoais. Todos temos nossos passos preferidos. Tente criar sequências, transições bonitas, combinações geniais. Use esses combos nos seus momentos de liderança. É particular, é seu. Isso te ajudará a ter mais confiança além de ter que revisar as técnicas e regras dos movimentos durante a sua criação. Anote. Nós temos o péssimo hábito de esquecer esses combos. Deixe tudo anotado e permita-se editá-lo quando sentir necessidade.

DICA #6:
Desafie-se.
Pegue uma música que você julga difícil, rápida, linda mas com interpretação desafiadora. Tente dançar ela, não tem problema errar, mas tente! Não há alegria maior do que sentir que depois de algum tempo de prática ela já não parece tão assustadora assim. Quando isso acontecer, significa que você evoluiu!
Pegue uma música bem lenta e tente chegar no mais lento que puder.
Pegue uma bem rápida para trabalhar sua velocidade.
Pegue um lento dramático para desafiar-se na interpretação.
Aqui só vai dar certo se você sair da zona de conforto e realmente escolher a música certa para isso.

DICA #7:
Limite movimentos. Sabia que podemos dançar sem fazer Egyptian ou Shimmy?
Binque de dançar o rápido sem fazer Egyptian. Brinque da fazer o lento sem poder usar Body wave, por exemplo. Isso que ajudará a resgatar outros movimentos para sua dança.

DICA#8:
Comece e termine diferente. Nós criamos certos hábitos para as músicas que dançamos. Escolha uma música, de qualquer repertório e hoje ela será a única música dançada. Note se sempre começa a dançar com Egyptian. Se sim, na próxima tentativa tente começar com outro movimento. Veja como gosta de finalizar aquela música e tente mudar a cada nova tentativa. Comece e termine a mesma música de forma diferente. Se no meio dela descobrir que sempre faz aquele mesmo passo, naquele mesmo momento, tente mudar isso! Pratique sua criatividade e isso a deixará uma líder divertida e que sempre surpreende. Além de te ajudar como seguidora também.

Eu poderia dar inúmeras dicas sobre treino! Irei fazer outros posts com o mesmo assunto mais algumas vezes. Acredito que com estes treinos citados acima você já possa começar. 🙂
Compartilhem comigo, me contem como estão treinando, quero saber como anda sua evolução!

Bom treino!
Um beijo,
Rebeca Piñeiro

A Importância da Reciclagem

Oi, Passarinha!

Hoje quero abordar um assunto muito importante dentro do ATS® que é a reciclagem.

Acredito que este tema sirva para todos os estilos de dança, não apenas pra o ATS, mas irei focar nele para conversamos sobre este valioso assunto.

O ATS é dividido em módulos, temos o módulo 1, 2, 3 e “quase” um módulo 4 (não obrigatório) para estudarmos os “extras” do estilo.
Para saber todos os movimentos do clássico e moderno, você precisa concluir o seu módulo 3. Depois que você concluiu este módulo, para onde você vai? O que vai acontecer com o seu estudo, com a sua técnica?
O ATS lindo, aquele bem definido, divertido, que consegue ser diferente a cada apresentação mesmo utilizando os mesmos passos, precisa de muito mais estudo do que imaginamos.

1276991_707081869306640_1812687928_oÉ muito importante percebermos o que precisamos aperfeiçoar. Você que é aluna iniciante, comece a estudar o ATS já sabendo que irá fazer o módulo 1, 2, 3 e “extras” inúmeras vezes.

Repetir o módulo não é negativo, pelo contrário. É sinal de respeito ao estilo, de vontade de aprender e paciência.

Respeite sua professora quando ela sugerir que permaneça no mesmo módulo ou que volte a estudar o módulo anterior ao seu atualmente. Se conseguir e se a escola onde estuda permitir, faça o seu módulo atual e o anterior simultaneamente. Assim você recicla e junto evolui. Mas converse com sua professora sempre para saber o que é melhor para sua dança.

Tenho alunas que estão prontas para avançar para o módulo 2 mas preferem permanecer no 1 para trabalhar a segurança ao liderar, revisar os passos básicos e ir para o módulo 2 com mais confiança.  Essa decisão é legal e responsável, mas precisamos seguir evoluindo, tome cuidado para não deixar de avançar por medo.  Saiba quando permanecer, quando deve voltar e também quando chega a hora de dar um passo a frente.

Tenho inúmeras alunas que refizeram o módulo 2 pelo menos 3 vezes.

Atualmente uma aluna minha que é Sister Studio, a Elis Borges, voltou para minha sala de aula. Ela escolheu o módulo 1. Sim, o módulo 1! Isso é extremamente admirável por que demonstra que ela sabe a importância da limpeza técnica e também de se manter atualizada.

17097540_10209969459207689_1724630518249278227_oCertificado é apenas papel. Junte seus certificados como lindas e especiais recordações dos cursos já feitos por você, mas permita-se juntar muitos de cada módulo.  Tenha em mente que o seu corpo, sua técnica e a sua experiência definem seu nível na dança. Não a quantidade de papel guardado em uma pasta.  ;)
Estude com várias professoras, faça workshops, aulas particulares, participe de grupos nas redes sociais. Questione, tire dúvidas.

O ATS é um estilo vivo. Costumo dizer, com todo respeito a nossa mãe, que Carolena está viva e louca (incrivelmente louca) e ainda modifica e aprimora o estilo todos os dias. O ATS foi desenvolvido em cima de tentativas. E ainda o é. Novos movimentos, novas regras, tira isso, põe isso… precisamos nos manter atualizados para acompanhar todo este processo de criação constante.

Sisters e Brothers: estudem. Com certeza muita coisa já mudou desde a sua formação. Se formar em ATS® significa apenas que os  estudos começaram. Precisamos sempre procurar o que há de novo. Se puder ir para fora, ótimo. Se não puder, inúmeros eventos proporcionam a vinda de internacionais do ATS para nossa reciclagem na América do Sul.  Temos também excelentes profissionais de ATS no Brasil que podem te ajudar com isso.

Desde que me formei, em 2012, estudei muito, muito, muito. Todas as vezes que viajei ou trouxe internacionais, fiz os workshops ou aulas particulares. Meus temas preferidos são os básicos. Sempre procuro por reciclagem de formações, body wave, correção de postura, taxeem, etc. O segredo do ATS está no módulo 1, acredite! É o módulo mais importante porque tudo sobre a estrutura está ali.  Se a sua base estiver limpa, as ramificações dos movimentos também ficarão.

Minhas alunas chegam até a minha sala de  aula confiando no meu trabalho e preciso ter feito o meu melhor para elas.

17156206_10210022408691393_6833530116811473377_nNão é humilhante ser ou voltar para o módulo 1, 2, ou 3. Não é porque você é professora que precisa saber de tudo. Uma professora de ATS nunca sabe de tudo porque enquanto pregamos uma verdade aqui, lá nos EUA já foi modificado.

Professor, corrija-se em sala de aula, recicle seus alunos, diga que era assim e agora mudou. Que você estudou, se reciclou. Sem dúvida alguma seus alunos irão gostar e confiar ainda mais em você. Temos o programa SSCE do FCBD® que não é obrigatório mas estimula a reciclagem constante.

Alunos, procurem professores que se reciclam frequentemente. Pergunte a eles se  estudam, com quem e com qual frequência.

Uma raiz saudável e forte faz a árvore se desenvolver lindamente. Busque fortalecer suas raízes. Antes de pensar em criar dialetos, veja se precisa corrigir seu torso twist, body wave ou taxeem. Antes de pensar em ser professora, seja aluna dedicada. Antes de sonhar com o módulo 3, sonhe em concluir o módulo que está com extrema dedicação.

E volte, quantas vezes precisar para os módulos 1, 2, 3 e “extras”.

Mais do mesmo: conexão!

Olá, Passarinhas!
Quero falar um pouco sobre o ser humano que dança ATS®… sim, ser humano!
Quem me conhece sabe o quanto gosto de destacar o fato do ATS® ser um estilo de vida, uma filosofia, uma maneira de ser e se expressar.

No Congresso Tribal 2017 que acaba de acontecer, tive a enorme honra de dançar com minhas mestras Kristine Adams e Anita Lalwani. Todos sabem o quanto sou apaixonada pela Kris por sua técnica e amizade que desenvolvemos ao longo dos anos. Já dancei com ela 3 vezes e esta foi a 4ª experiência. Com a Anita foi a primeira em cena mas já a conhecida das aulas no antigo estúdio do FCBD® em São Francisco,CA.
Quero abordar hoje com vocês o que senti acontecer no ensaio e me fez “cair a ficha” sobre o que o ATS realmente é em essência.
Tive apenas uma hora de ensaio com elas durante o evento. Ele aconteceu na sexta, no primeiro dia do Congresso.
Colocamos a música e dançamos. Depois dançamos novamente, e depois novamente. E enfim, mais uma vez. O ensaio acabou sem a dança ter sido criada, sem uma coreografia ter sido feita ou algo que pudesse deixar a situação mais segura para a nossa apresentação. Foi então que eu pude confirmar minha teoria: Nós criamos conexão e não coreografia!
Tudo no ensaio foi sobre conexão. Dançamos inúmeras vezes, cada vez era diferente, mas a nossa conexão melhorava e logo a dança fluía muito mais natural e divertida.

Anita (20 anos de FCBD), Kristine (13 anos de FCBD) e eu (10 anos de ATS). Nós dominamos os passos do ATS, certo? Nós dominamos as formações, certo? Nós sabemos as variações e como lidar com erros, certo? A resposta é SIM e NÃO ao mesmo tempo! 😛
A técnica e experiência no estilo nos ajuda muito, claro… mas é incrível como os movimentos e formações parecem novidade quando estamos desenvolvendo uma conexão com um ser humano que nunca dançamos antes.
É por isso que precisa de ensaio. Porque somos seres humanos diferentes e o ensaio serve para que possamos nos conhecer, conhecer nossos corpos, nossa sintonia, nosso estilo. O ensaio serve para que a conexão exista entre pessoas que não costumam dançar juntas. É incrível a sensação de criar danças novas com os mesmos passos do ATS todas as vezes, centenas de vezes e cada uma delas parecer novidade! Aliás, amo como sempre parece uma novidade a forma que o Egyptian ou o Spin serão aplicados, quando acontecerá a diagonal ou o coro. O ensaio foi uma nova descoberta para todas porque éramos seres humanos novos, que se juntaram pela primeira vez para dançar naquela formação, com aquela música para aquele evento, naquele país, para aquele público. O ATS trata das situações como únicas e novas, por isso ele não enjoa, por isso ele se mantém vivo e interessante para os praticantes e para o publico.

No palco foi improviso. A única coisa que marcamos foi a forma que iríamos entrar em cena: “com ou sem a música”.
Mas o ensaio fez com que nossa sintonia surgisse e tornasse nossa técnica possível.

Para você que assistiu, a apresentação foi 100% improviso! Esse é o ATS sendo trabalhado em sua essência. Técnica e conexão sendo trabalhados no palco de forma improvisada.

Precisamos nos preocupar MUITO com o tipo de conexão que está sendo criada com os seres humanos que irão compartilhar o palco conosco.
Lembrando que “você não precisa gostar da pessoa para conseguir se conectar com ela, dançar lindamente em cena e se divertirem muito juntos. ATS é sobre respeito, maturidade, entrega e humildade”.

Olho no olho, flock of birds, entrega, atenção e respeito. Ingredientes que não podem faltar no nosso improviso.

#1 – Diário da Beca| Underground Nomads- EUA

Olá, Tribo! 

Sobre o dia 17/01/2017, terça feira. 

Finalmente cheguei aos EUA e muita coisa já aconteceu por aqui. Meu vôo foi tranquilo e quase enlouqueci no momento da conexão em Los Angeles. Me deram um cartão laranja fluorescente (agora sei que significa uma grande chance de não pegar o seu próximo avião)  e aquilo me fez correr desesperada por 50 minutos para conseguir trocar de aeronave a tempo. Enfim, deu tempo e cheguei pontualmente no Aeroporto de São Francisco.  Peguei um transporte que me levaria até o hotel, um senhor de aproximadamente 70 anos era o motorista. Viemos conversando e ele me contou que há 3 anos atrás era um morador de rua, sem teto, sem comida…mas decidiu mudar e mudou. Ele não tem como pagar aluguel e arcar com as despesas do seu carro de trabalho, tudo indica que ele mora naquela van. Fiquei muito feliz em conhecer este senhor e a minha viagem começa aqui, com o senhor ex morador de rua chamado Elias que mudou sua história de vida. 

Cheguei no hotel e como sempre (sim, tenho chilique e ataque de alegria quando chego nos hotéis), a primeira coisa que fiz foi me jogar na cama e agradecer aos deuses e deusas por ter chegado bem e pelo que viria pela frente. 

Saí para dar uma volta pela Union Square e me lembrei que estava próxima ao restaurante de um hotel que fiquei hospedada em 2012. Entrei e pedi o mesmo prato que eu pedia na companhia da Nadja El Balady em 2012: macarrão recheado com ricota e espinafre com molho ao sugo e limonada! Deu pra matar a saudade. 

Voltei para o hotel e logo comecei a me arrumar para o show no Underground Nomads. Nem preciso falar da emoção que eu estava sentindo ao me arrumar para dançar nesta festa que sempre acompanho de longe e rever pessoas queridas por mim. 

O local do evento é no bar F8 que fica na Folsom Street , Union Square. Um camarim revestido de espelhos e um ambiente pequeno e aconchegante onde as danças acontecem. Fui extremamente bem recebida por todos, mas o meu encanto ficou marcado ao conhecer a Terri pessoalmente. Uma mulher linda, simpática e divertida.                                       Dancei com a norte americana, Becka Bomb. Uma mulher linda, simpática e que dança muito. Nos conheciamos apenas pelas redes sociais e quando apareceu a oportunidade, resolvemos juntar as “Bekas” nesta festa. Não tivemos a oportunidade de ensaiar antes, quando eu cheguei o show já estava para começar. O ATS® me conquista a cada prova que tenho de que o seu sistema unificado de improviso é a melhor escolha para juntar pessoas. O nosso dueto fluiu com conexão e alegria. Tivemos alguns errinhos durante a dança mas neste caso, são aqueles erros naturais de um improviso e de dois corpos que nunca tinham se visto e dançado antes. Foi um experiência incrível colocar o ATS em prática 100℅ improvisado. Sempre digo para minhas alunas que Flock of Birds, olho no olho, atenção, foco e simplicidade dos movimentos garantem o sucesso de momentos como este. 

Após minha apresentação com a Becka Bomb, outras danças aconteceram e foram lindas! O momento ápice foi quando FCBD entrou em cena arrasando em seus desenhos, dinâmicas e técnicas. Assistir este momento acontecendo bem na minha frente, ao vivo e de forma tão linda, me fez emocionar e sentir aquela maravilhosa e viciante sensação de sonho realizado.

Como todos sabem, Kristine Adams é minha amiga e mestre no ATS. Aprendo com ela o tempo todo, apenas ao acompanhar seu jeito no camarim, como trata as pessoas e como se posiciona em cena. É uma alegria estar mais uma vez sob os olhares, correções, apoio e amizade de uma pessoa tão admirável como a Kris. 

Hoje foi um dia especial, muito especial. Cheguei no hotel, hora de descansar! 

Tenho postado muitos momentos especiais no instagram e facebook. Me siga e acompanhe o que estou vivenciando por aqui.

Encerro o post com alguns momentos do Underground Nomads e com o vídeo da minha apresentação com a Becka.       

Um beijo, passarinhas (os). 

Camarim Espelhado

Com o FCBD®

Com Kristine Adams

Com a Larissa Archer

Com a Níjme, minha aluna que veio para se formar em ATS®

Com Laura Gutierrez, Terri, Níjme e Isabelle

Com Isabelle Mokros, minha aluna alemã que veio para se formar em ATS®