A Importância da Reciclagem

Oi, Passarinha!

Hoje quero abordar um assunto muito importante dentro do ATS® que é a reciclagem.

Acredito que este tema sirva para todos os estilos de dança, não apenas pra o ATS, mas irei focar nele para conversamos sobre este valioso assunto.

O ATS é dividido em módulos, temos o módulo 1, 2, 3 e “quase” um módulo 4 (não obrigatório) para estudarmos os “extras” do estilo.
Para saber todos os movimentos do clássico e moderno, você precisa concluir o seu módulo 3. Depois que você concluiu este módulo, para onde você vai? O que vai acontecer com o seu estudo, com a sua técnica?
O ATS lindo, aquele bem definido, divertido, que consegue ser diferente a cada apresentação mesmo utilizando os mesmos passos, precisa de muito mais estudo do que imaginamos.

1276991_707081869306640_1812687928_oÉ muito importante percebermos o que precisamos aperfeiçoar. Você que é aluna iniciante, comece a estudar o ATS já sabendo que irá fazer o módulo 1, 2, 3 e “extras” inúmeras vezes.

Repetir o módulo não é negativo, pelo contrário. É sinal de respeito ao estilo, de vontade de aprender e paciência.

Respeite sua professora quando ela sugerir que permaneça no mesmo módulo ou que volte a estudar o módulo anterior ao seu atualmente. Se conseguir e se a escola onde estuda permitir, faça o seu módulo atual e o anterior simultaneamente. Assim você recicla e junto evolui. Mas converse com sua professora sempre para saber o que é melhor para sua dança.

Tenho alunas que estão prontas para avançar para o módulo 2 mas preferem permanecer no 1 para trabalhar a segurança ao liderar, revisar os passos básicos e ir para o módulo 2 com mais confiança.  Essa decisão é legal e responsável, mas precisamos seguir evoluindo, tome cuidado para não deixar de avançar por medo.  Saiba quando permanecer, quando deve voltar e também quando chega a hora de dar um passo a frente.

Tenho inúmeras alunas que refizeram o módulo 2 pelo menos 3 vezes. ❤

Atualmente uma aluna minha que é Sister Studio, a Elis Borges, voltou para minha sala de aula. Ela escolheu o módulo 1. Sim, o módulo 1! Isso é extremamente admirável por que demonstra que ela sabe a importância da limpeza técnica e também de se manter atualizada.

17097540_10209969459207689_1724630518249278227_oCertificado é apenas papel. Junte seus certificados como lindas e especiais recordações dos cursos já feitos por você, mas permita-se juntar muitos de cada módulo.  Tenha em mente que o seu corpo, sua técnica e a sua experiência definem seu nível na dança. Não a quantidade de papel guardado em uma pasta.  😉
Estude com várias professoras, faça workshops, aulas particulares, participe de grupos nas redes sociais. Questione, tire dúvidas.

O ATS é um estilo vivo. Costumo dizer, com todo respeito a nossa mãe, que Carolena está viva e louca (incrivelmente louca) e ainda modifica e aprimora o estilo todos os dias. O ATS foi desenvolvido em cima de tentativas. E ainda o é. Novos movimentos, novas regras, tira isso, põe isso… precisamos nos manter atualizados para acompanhar todo este processo de criação constante.

Sisters e Brothers: estudem. Com certeza muita coisa já mudou desde a sua formação. Se formar em ATS® significa apenas que os  estudos começaram. Precisamos sempre procurar o que há de novo. Se puder ir para fora, ótimo. Se não puder, inúmeros eventos proporcionam a vinda de internacionais do ATS para nossa reciclagem na América do Sul.  Temos também excelentes profissionais de ATS no Brasil que podem te ajudar com isso.

Desde que me formei, em 2012, estudei muito, muito, muito. Todas as vezes que viajei ou trouxe internacionais fiz os workshops ou aulas particulares. Meus temas preferidos são os básicos. Sempre procuro por reciclagem de formações, body wave, correção de postura, taxeem, etc. O segredo do ATS está no módulo 1, acredite! É o módulo mais importante porque tudo sobre a estrutura está ali.  Se a sua base estiver limpa, as ramificações dos movimentos também ficarão.

Minhas alunas chegam até a minha sala de  aula confiando no meu trabalho e preciso ter feito o meu melhor para elas.

17156206_10210022408691393_6833530116811473377_nNão é humilhante ser ou voltar para o módulo 1, 2, ou 3. Não é porque você é professora que precisa saber de tudo. Uma professora de ATS nunca sabe de tudo porque enquanto pregamos uma verdade aqui, lá nos EUA já foi modificado.

Professor, corrija-se em sala de aula, recicle seus alunos, diga que era assim e agora mudou. Que você estudou, se reciclou. Sem dúvida alguma seus alunos irão gostar e confiar ainda mais em você. Temos o programa SSCE do FCBD® que não é obrigatório mas estimula a reciclagem constante.

Alunos, procurem professores que se reciclam frequentemente. Pergunte a eles se  estudam, com quem e com qual frequência.

Uma raiz saudável e forte faz a árvore se desenvolver lindamente. Busque fortalecer suas raízes. Antes de pensar em criar dialetos, veja se precisa corrigir seu torso twist, body wave ou taxeem. Antes de pensar em ser professora, seja aluna dedicada. Antes de sonhar com o módulo 3, sonhe em concluir o módulo que está com extrema dedicação.

E volte, quantas vezes precisar para os módulos 1, 2, 3 e “extras”.

Mais do mesmo: conexão!

Olá, Passarinhas!
Quero falar um pouco sobre o ser humano que dança ATS®… sim, ser humano!
Quem me conhece sabe o quanto gosto de destacar o fato do ATS® ser um estilo de vida, uma filosofia, uma maneira de ser e se expressar.
No Congresso Tribal 2017 que acaba de acontecer, tive a enorme honra de dançar com minhas mestras Kristine Adams e Anita Lalwani. Todos sabem o quanto sou apaixonada pela Kris por sua técnica e amizade que desenvolvemos ao longo dos anos. Já dancei com ela 3 vezes e esta foi a 4ª. experiência. Com a Anita foi a primeira em cena mas já a conhecida das aulas no antigo estúdio do FCBD® em São Francisco,CA.
Quero abordar hoje com vocês o que senti acontecer no ensaio e me fez “cair a ficha” sobre o que o ATS realmente é em essência.
Tive apenas uma hora de ensaio com elas durante o evento. Ele aconteceu na sexta, no primeiro dia do Congresso.
Colocamos a música e dançamos. Depois dançamos novamente, e depois novamente. E enfim, mais uma vez. O ensaio acabou sem a dança ter sido criada, sem uma coreografia ter sido feita ou algo que pudesse deixar a situação mais segura para a nossa apresentação. Foi então que eu pude confirmar minha teoria: Nós criamos conexão e não coreografia!
Tudo no ensaio foi sobre conexão. Dançamos inúmeras vezes, cada vez era diferente, mas a nossa conexão melhorava e logo a dança fluía muito mais natural e divertida.

Anita (20 anos de FCBD), Kristine (13 anos de FCBD) e eu (10 anos de ATS). Nós dominamos os passos do ATS, certo? Nós dominamos as formações, certo? Nós sabemos as variações e como lidar com erros, certo? A resposta é SIM e NÃO ao mesmo tempo! 😛
A técnica e experiência no estilo nos ajuda muito, claro… mas é incrível como os movimentos e formações parecem novidade quando estamos desenvolvendo uma conexão com um ser humano que nunca dançamos antes.
É por isso que precisa de ensaio. Porque somos seres humanos diferentes e o ensaio serve para que possamos nos conhecer, conhecer nossos corpos, nossa sintonia, nosso estilo. O ensaio serve para que a conexão exista entre pessoas que não costumam dançar juntas. É incrível a sensação de criar danças novas com os mesmos passos do ATS todas as vezes, centenas de vezes e cada uma delas parecer novidade! Aliás, amo como sempre parece uma novidade a forma que o Egyptian ou o Spin serão aplicados, quando acontecerá a diagonal ou o coro. O ensaio foi uma nova descoberta para todas porque éramos seres humanos novos, que se juntaram pela primeira vez para dançar naquela formação, com aquela música para aquele evento, naquele país, para aquele público. O ATS trata das situações como únicas e novas, por isso ele não enjoa, por isso ele se mantém vivo e interessante para os praticantes e para o publico.

No palco foi improviso. A única coisa que marcamos foi a forma que iríamos entrar em cena: “com ou sem a música”.
Mas o ensaio fez com que nossa sintonia surgisse e tornasse nossa técnica possível.

Para você que assistiu, a apresentação foi 100% improviso! Esse é o ATS sendo trabalhado em sua essência. Técnica e conexão sendo trabalhados no palco de forma improvisada.

Precisamos nos preocupar MUITO com o tipo de conexão que está sendo criada com os seres humanos que irão compartilhar o palco conosco.
Lembrando que “você não precisa gostar da pessoa para conseguir se conectar com ela, dançar lindamente em cena e se divertirem muito juntos. ATS é sobre respeito, maturidade, entrega e humildade”.

Olho no olho, flock of birds, entrega, atenção e respeito. Ingredientes que não podem faltar no nosso improviso.

#1 – Diário da Beca| Underground Nomads- EUA

Olá, Tribo! 

Sobre o dia 17/01/2017, terça feira. 

Finalmente cheguei aos EUA e muita coisa já aconteceu por aqui. Meu vôo foi tranquilo e quase enlouqueci no momento da conexão em Los Angeles. Me deram um cartão laranja fluorescente (agora sei que significa uma grande chance de não pegar o seu próximo avião)  e aquilo me fez correr desesperada por 50 minutos para conseguir trocar de aeronave a tempo. Enfim, deu tempo e cheguei pontualmente no Aeroporto de São Francisco.  Peguei um transporte que me levaria até o hotel, um senhor de aproximadamente 70 anos era o motorista. Viemos conversando e ele me contou que há 3 anos atrás era um morador de rua, sem teto, sem comida…mas decidiu mudar e mudou. Ele não tem como pagar aluguel e arcar com as despesas do seu carro de trabalho, tudo indica que ele mora naquela van. Fiquei muito feliz em conhecer este senhor e a minha viagem começa aqui, com o senhor ex morador de rua chamado Elias que mudou sua história de vida. 

Cheguei no hotel e como sempre (sim, tenho chilique e ataque de alegria quando chego nos hotéis), a primeira coisa que fiz foi me jogar na cama e agradecer aos deuses e deusas por ter chegado bem e pelo que viria pela frente. 

Saí para dar uma volta pela Union Square e me lembrei que estava próxima ao restaurante de um hotel que fiquei hospedada em 2012. Entrei e pedi o mesmo prato que eu pedia na companhia da Nadja El Balady em 2012: macarrão recheado com ricota e espinafre com molho ao sugo e limonada! Deu pra matar a saudade. 

Voltei para o hotel e logo comecei a me arrumar para o show no Underground Nomads. Nem preciso falar da emoção que eu estava sentindo ao me arrumar para dançar nesta festa que sempre acompanho de longe e rever pessoas queridas por mim. 

O local do evento é no bar F8 que fica na Folsom Street , Union Square. Um camarim revestido de espelhos e um ambiente pequeno e aconchegante onde as danças acontecem. Fui extremamente bem recebida por todos, mas o meu encanto ficou marcado ao conhecer a Terri pessoalmente. Uma mulher linda, simpática e divertida.                                       Dancei com a norte americana, Becka Bomb. Uma mulher linda, simpática e que dança muito. Nos conheciamos apenas pelas redes sociais e quando apareceu a oportunidade, resolvemos juntar as “Bekas” nesta festa. Não tivemos a oportunidade de ensaiar antes, quando eu cheguei o show já estava para começar. O ATS® me conquista a cada prova que tenho de que o seu sistema unificado de improviso é a melhor escolha para juntar pessoas. O nosso dueto fluiu com conexão e alegria. Tivemos alguns errinhos durante a dança mas neste caso, são aqueles erros naturais de um improviso e de dois corpos que nunca tinham se visto e dançado antes. Foi um experiência incrível colocar o ATS em prática 100℅ improvisado. Sempre digo para minhas alunas que Flock of Birds, olho no olho, atenção, foco e simplicidade dos movimentos garantem o sucesso de momentos como este. 

Após minha apresentação com a Becka Bomb, outras danças aconteceram e foram lindas! O momento ápice foi quando FCBD entrou em cena arrasando em seus desenhos, dinâmicas e técnicas. Assistir este momento acontecendo bem na minha frente, ao vivo e de forma tão linda, me fez emocionar e sentir aquela maravilhosa e viciante sensação de sonho realizado.

Como todos sabem, Kristine Adams é minha amiga e mestre no ATS. Aprendo com ela o tempo todo, apenas ao acompanhar seu jeito no camarim, como trata as pessoas e como se posiciona em cena. É uma alegria estar mais uma vez sob os olhares, correções, apoio e amizade de uma pessoa tão admirável como a Kris. 

Hoje foi um dia especial, muito especial. Cheguei no hotel, hora de descansar! 

Tenho postado muitos momentos especiais no instagram e facebook. Me siga e acompanhe o que estou vivenciando por aqui.

Encerro o post com alguns momentos do Underground Nomads e com o vídeo da minha apresentação com a Becka.       

Um beijo, passarinhas (os). 

Camarim Espelhado
Com o FCBD®

Com Kristine Adams
Com a Larissa Archer

Com a Níjme, minha aluna que veio para se formar em ATS®
Com Laura Gutierrez, Terri, Níjme e Isabelle
Com Isabelle Mokros, minha aluna alemã que veio para se formar em ATS®