Dicas de treino para ATS®

Olá Passarinhx!

Hoje quero ajuda vocês com os treinos em casa.
Muitas alunas me perguntam minha quantidade de horas de treino e me pedem dicas para treinar em casa. Espero que este post ajude você a desenvolver ainda mais o seu ATS®. 🙂

Antes de começarmos com as dicas, é importante lembrar sobre o alongamento e aquecimento que deve ser feito antes e depois de cada treino. Isso é importe para desenvolver seu corpo e não causar lesões ou dores.

Se você tiver disponibilidade de tempo e condição financeira, o yoga (qualquer vertente) e pilates ajudam muito no nosso desenvolvimento, alongamento, consciência corporal, respiração e fortalecimento. Caso não possa, sem problema! Os treinos em casa irão sem dúvida dar resultados maravilhosos.

Qual deve ser a duração e frequência do treino?
Não existe regra. A prática poder variar de acordo com a sua rotina. O que importa é pensarmos no ATS diariamente. Uma prática simples de 5 minutos diários pode ser milagrosa! Então não pense que apenas os treinos de 4 horas causam efeito, TODA prática nos faz evoluir, porém, existe um detalhe importante, precisa ser uma prática CONSCIENTE. Sendo assim, reserve 5, 10, 15, 20, 60 minutos do seu dia. Pode ser todo dia, pode ser 1, 2, 3, 4 vezes na semana ou todos os dias. Comece com pouco tempo e conforme sentir necessidade, permita-se aumentar em alguns minutos sua prática.
Mas não deixe de treinar apenas porque pensa que é necessário 4 horas ou mais de treino diários. Não, não precisa. 😉 O que importa é estar consciente e que seja constante.
Marque na agenda, comprometa-se com você mesmo! E faça ser leve! Quanto mais detalhes precisarem existir, mais postergado será. Não tem espelho? Filme-se. Não tem um som alto? Use o do celular mesmo. Não pode tocar snujs? Existem abafadores e pratique sem eles caso os abafadores não sejam suficiente. Não tem desculpa e nem motivo para complicar. Apenas agende um dia com você mesmo e FAÇA!

O que é uma prática consciente?
É o fato de você estar atento as regras do movimento, de focar no que foi corrigido em aula e tentar, conscientemente arrumar durante o treino. É estar presente, cabeça e corpo, é não perder o foco, é treinar para realmente arrumar o que precisa.
Todos nós queremos subir no palco e simplesmente sentir os movimentos fluirem naturalmente no corpo. Essa é a última etapa! A prática consciente nos leva a este estágio, já que com ela ganhamos confiança, familiaridade com o movimento, aprendemos a respirar, entendemos o nosso corpo, nosso equilibrio.  É muito importante encontrarmos o equilibrio entre técnica limpa e transe em cena. Se os seus movimentos não estiverem bem treinados quando você apenas se soltar em cena, eles sairão cheios de vícios e técnica errada. Por isso é importante treinamos todos os passos do ATS de forma isolada e individual para que, em cena, tenhamos apenas a incrível experiência de dançar em grupo e nos divertir, sem ficar apenas preocupado em não fazer um braço ou outro corretamente.
O estágio de transe, de se soltar 100%, de curtir, fica bonito quando treinamos de forma consciente.
Algumas dicas para que você possa se analisar e ter este formato de prática:
– anote as correções da professora que foram feitas em sala de aula. Tente corrigir cada detalhe citado nos seus momentos de prática.
– Filme-se e depois analise. Esta dica só será positiva para você se souber se autoanalisar com amor, carinho e coerência. Não adianta nada assistir sua prática para apenas encontrar defeitos. Caso não sinta que poderá se analisar sem apenas se criticar, peça para sua professora olhar para você e te dar dicas. Tenho certeza que ela ficará feliz em ver seu empenho e terá tempo para você. Caso sinta que é possível achar erros e acertos, anote o que acha que precisa melhorar, o que conseguiu evoluir, o que vai tentar arrumar novamente no próximo treino.
– respeite seu corpo. Se naquele dia não está bem, sente que não conseguirá focar ou está lesionada, deixe seu treino para mais tarde ou para o dia seguinte. Seja responsável porém, não se sabote. Se identificar que é preguiça, ligue o som e vá dançar!
– peça para sua professora te ajudar, diga que não está satisfeita com seus braços, quadril, seja o que for. Peça para ela identificar o que precisa ser melhorado e leve isso para seus treinos.

DICA #1:
Repetição. Pegue uma música e treine ela do começo ao fim apenas com um movimento. Você pode brincar de ficar apenas no Body Wave na posição 2 por exemplo. Na outra música, brinque de fazer apenas bode wave mudando de braços, na outra, apenas body wave porém com todas as suas possibilidades. O importante é usar uma música inteira apenas para um movimento. O mesmo pode ser feito com os movimentos do repertório rápido e também com os toques dos snujs. Uma música inteira focada em apenas um movimento ou um toque.

DICA #2:
Braços. Faça uma música inteira apenas com as movimentações dos braços, sem deslocamentos, giros ou quadril. Pode ser do lento ou rápido. Finja que está dançando, mudando de passo, mas apenas seu braços de movem na postura correta do movimento. Isso nos ajuda a focar apenas neste momento sem aquele monte de coisas para fazer junto.  Se possível, com snujs para os dois repertórios. 🙂

DICA #3:
Quadril. Escolha uma posição de braços e fique com ela até o final da música. Apenas o seu quadril irá se mover. Neste caso, giros e deslocamentos são bem vindos. Faça o quadril dos movimentos de forma isolada, mude de passo durante a música, a ideia é fingir que está dançando normalmente, porém, apenas com o quadril. Ajuda muito!

DICA #4:
Solte a franga! 😛
Coloque uma música e simlplesmente dance, pratique as transições dos movimentos, seja rápido ou lento. Lembre de focar na importância da contagem dos tempos para o repertório rápido. Tente fazer os movimentos com as trocas corretas. Este treino irá te ajudar a desenvolver sua confiança, desenvoltura e personalidade.

DICA#5:
Desenvolva combos pessoais. Todos temos nossos passos preferidos. Tente criar sequências, transições bonitas, combinações geniais. Use esses combos nos seus momentos de liderança. É particular, é seu. Isso te ajudará a ter mais confiança além de ter que revisar as técnicas e regras dos movimentos durante a sua criação. Anote. Nós temos o péssimo hábito de esquecer esses combos. Deixe tudo anotado e permita-se editá-lo quando sentir necessidade.

DICA #6:
Desafie-se.
Pegue uma música que você julga difícil, rápida, linda mas com interpretação desafiadora. Tente dançar ela, não tem problema errar, mas tente! Não há alegria maior do que sentir que depois de algum tempo de prática ela já não parece tão assustadora assim. Quando isso acontecer, significa que você evoluiu!
Pegue uma música bem lenta e tente chegar no mais lento que puder.
Pegue uma bem rápida para trabalhar sua velocidade.
Pegue um lento dramático para desafiar-se na interpretação.
Aqui só vai dar certo se você sair da zona de conforto e realmente escolher a música certa para isso.

DICA #7
Limite movimentos. Sabia que podemos dançar sem fazer Egyptian ou Shimmy?
Binque de dançar o rápido sem fazer Egyptian. Brinque da fazer o lento sem poder usar Body wave, por exemplo. Isso que ajudará a resgatar outros movimentos para sua dança.

DICA#8: Comece e termine diferente. Nós criamos certos hábitos para as músicas que dançamos. Escolha uma música, de qualquer repertório e hoje ela será a única música dançada. Note se sempre começa a dançar com Egyptian. Se sim, na proxima tentativa tente começar com outro movimento. Veja como gosta de finalizar aquela música e tente mudar a cada nova tentativa. Comece e termine a mesma música de forma diferente. Se no meio dela descobrir que sempre faz aquele mesmo passo, naquele mesmo momento, tente mudar isso! Pratique sua criatividade e isso a deixará uma líder divertida e que sempre surpreende. Além de te ajudar como seguidora também.

Eu poderia dar inúmeras dicas sobre treino! Irei fazer outros posts com o mesmo assunto mais algumas vezes. Acredito que com estes treinos citados acima você já possa começar. 🙂
Compartilhem comigo, me contem como estão treinando, quero saber como anda sua evolução!

Bom treino!
Um beijo,
Rebeca PIñeiro

Não precisa saber dançar para fazer aula de dança!

Olá, Passarinhxs!
Acho que o título deste post já explica muita coisa, mas quero falar um pouco sobre este assunto de forma detalhada. 🙂
Muitos alunos quando me procuram para fazer aulas dizem coisas do tipo:
– eu nunca dancei, posso participar das aulas?
– Não sei dançar ATS, tudo bem?
– sou muito dura, posso ir mesmo assim?

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Sim, sim e sim, para todas as respostas!
A aula de dança é um momento onde você vai estar aos cuidados de um profissional.
É um situação como qualquer outra quando falamos sobre fazer uma aula, seja ela de biologia, matemética, história, física ou dança!
A função do professor é te ensinar a dançar. Não existe isso de “meu corpo é duro”. Todo corpo é ensinável! O professor de dança terá todas as ferramentas para te ajudar a se desenvolver dentro de sala de aula, no seu tempo e sem a necessidade de experiência prévia. Ele te ensinará passo a passo como movimentar cada parte do seu corpo. Aulas de dança não são apenas para pessoas que já SABEM dançar, são para pessoas que QUEREM dançar!

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Com Zoe Jakes em 2012 | São Francisco, Califórnia, EUA

Permita-se ser aluno, vá para a sala de aula livre de qualquer amarra e deixe seu corpo aprender a técnica que está sendo passada. Todo corpo dança e não importa a sua idade, físico ou qualquer outra condição. Confie em você, no seu professor e vá ESTUDAR!
Sim, ESTUDAR! Qualquer modalidade de dança escolhida por você será um estudo do seu corpo, um estudo dos movimentos, musical, as vezes instrumentos, estudo de uma nova cultura, estudo de como se vestir, como se comportar…tudo do zero!. Uma sala de aula de dança deve ter a mesma responsabilidade e comprometimento do que qualquer outro estudo.
É muito importante saber matricular-se no nível correto.
Se você nunca dançou, o nível básico é o seu lugar.
Se você já dançou e está experimentando uma nova modalidade, o nível básico também é o seu lugar!
Se você é profissional e está procurando novas formas, novas visões, novos professores, muitas vezes o nível básico daquele novo ciclo de estudo também é o seu lugar.

Acontece muito comigo de alunas com anos de experiência em Dança do Ventre me procurarem querendo entrar no meu módulo avançado de ATS®. Por vezes desistem quando digo que é necessário ingressar no módulo 1. O ATS® é uma dança com começo, meio e podemos dizer que também tem um fim. É um estilo com estrutura única, passos exclusivos, formações específicas e todos estes pilares são ensinados justamente no módulo 1. Sem ele seu módulo 2 se torna impossível.

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Com Carolena Nericcio em 2012 | São Francisco, Califórnia, EUA

É muito importante encontrar um professor que você confie, que tenha boas referências, um vasto currículo de reciclagens e bem visto pelo mercado. Escolha bem o professor que irá agregar valor a sua vida! Um professor de dança te guiará muito além do que você possa imaginar.

Se você nunca dançou e decidiu começar agora, vá com alegria ser aluno livre de qualquer necessidade de experiência prévia.
Se você já tem experiência, confie no profissional e entre no módulo que ele indicar.

A relação professor-aluno é baseada em confiança. Escolha um profissional que te inspire e “se joga”! O resultado será sem dúvida muito especial. Apenas permita-se e confie!

Um beijo,
Rebeca Piñeiro

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Competição para Tribal

É muito comum encontrarmos eventos que oferecem concursos de dança e que oferecem como prêmio dinheiro, troféu, cursos, etc. Quero deixar bem explicado, antes de desenrolar o tema deste post, que NÃO TENHO NADA CONTRA CONCURSOS. Acho que pode ser válido se a pessoa souber competir de forma saudável para si e para seus concorrentes.  Mas tenho SIM muitos contras concursos para Tribal.  😉

O estilo ATS® é uma dança em grupo, que prega a união, respeito, cumplicidade e igualdade. Por isso temos um dress code, por isso temos o grupo, por isso temos o olho no olho, por isso temos o prazer de não fazer um movimento que a nossa colega não saiba ou não possa. O estilo ATS® vai muito além do que um estilo de dança, é um estilo de vida onde brindamos nossa união e paixão pela dança tocando snujs e dançando em grupo. Dito isso, se me inscrevo com meu grupo para um concurso, competindo com outro grupo de ATS®, estou indo CONTRA toda a filosofia do estilo. No ATS® não temos a intenção (ou não deveriamos) de causar desconforto, angustia, medo, sensação de inveja ou de querer que o outro perca. No ATS® queremos que todos os grupos “mandem bem” em cima do palco! O que vale no ATS® é o improviso ser lindo, afiado, divertido e não quem ganha ou não o troféu.
No ATS® nós queremos que todos se saiam bem. Por isso um clima de competição NÃO FAZ SENTIDO!

Um ponto bem importante que deve ser citado também: os eventos que abrem concursos de Tribal, muitas vezes não conhecem o estilo a fundo e não sabem que existem inúmeras ramificações. Logo, em um mesmo concurso teremos ATS, Fusion, Tribal Brasil, Tribal Dark, Neo Tribal, etc… É preciso um jurado que tenha conhecimento suficiente em Tribal para conseguir julgar de forma honesta um estilo tão abrangente.
Infelizmente ainda temos poucos profissionais que dominam o estilo e por este motivo, a banca de jurados muitas vezes é composta por profissionais que nunca ouviram falar sobre Tribal. Isso é extremamente injusto e desrespeitoso com os participantes e estilo.

Uma vez eu participei de um concurso de Tribal oferecido pela Shimmie (2011). Eu estava bem no início da minha carreria e sentia a necessidade de saber como era participar de uma competição. FOI A PRIMEIRA E A ÚLTIMA! Não gostei de competir.
A banca de jurados era bem legal, o evento foi bem organizado, por isso escolhi participar. Kilma Farias, Nanda Najla… eu queria o feedback dessas pessoas! Não me inscrevi com a intenção de ganhar, mas sim, de sentir como era competir e principalmente ser avaliada por pessoas que eu gostava. Ganhei em 1º lugar na categoria solo com o Tribal Fusion (vou deixar o vídeo no final do post) e em 3º lugar com meu grupo de ITS Ulan Daban .
Ganhar o primeiro lugar no solo fez com que a Nanda Najla fosse agredida verbalmente por uma das competidoras no banheiro após o resultado, dizendo que tinha sido injusto, e que ela tinha dançado muito melhor do que eu.  Percebe como é desnecessário este tipo de situação no Tribal? Vai contra TUDO que somos e pregamos. A jurada não precisava passar por isso, eu não precisava passar por isso e a minha concorrente também não precisava estar com este sentimento de ódio por mim apenas por que ganhei dela. É MUITO sem sentido para o Tribal, seja ATS, ITS, Fusion, Dark…

Existem concursos saudáveis onde as concorrentes conseguem respeitar e não tem barraco como aconteceu comigo, mas o concurso estimula nosso lado que diz “preciso ganhar”, “DROGA!!! Esse grupo foi fantástico, acho que vou perder”. Se o grupo erra logo vem uma sensação de alívio “eba, essas vão perder ponto”….
Esse tipo de sentimento definitivamente não deve ser estimulado e não deve existir para os participantes  do Tribal.

Eu já fui jurada inúmeras vezes de concursos Tribais. Fui porque acredito nos meus conhecimentos e sei que poderia julgar de forma honesta os participantes, porém, sempre falei com os meus contratantes sobre a falta de sentido que isso faz. Após o concurso, sempre que possível eu procurava pelos participantes e dava meu feedback pessoalmente caso a folha de pontuação não tivesse a opção de dar dicas. Acredito que ter o feedback do profissional que está avaliando é o real sentido de tudo. Saber onde pode melhorar e no que acertou.
Mostras avaliativas permitem este momento de avaliação sem competição. Uma banca composta por profissionais qualificados que analisam sua dança e te ajudam a melhorar, sem competição!

Muitos eventos que antes ofereciam concursos de Tribal hoje não oferecem mais por falta de inscritas! Ebaaaaaa!!! Acho que finalmente chegamos em mais um ponto a ser abordado: Se tem procura, o evento oferece. Se não tem procura, o evento não oferece!
Parece que os praticantes do estilo Tribal estão começando a entender que é muito melhor se inscrever para dançar nas mostras do que competir.
Mostre seu trabalho, compartilhe sua dança, siga na filosofia do Tribal, não permita que o mais lindo deste estilo morra, seja exemplo!

Falei sobre ATS®, mas este post vale para  todos os estilos de tribais. Todos partem de um mesmo princípio: TRIBO! Não há sentido em competir com pessoas da mesma tribo, certo? 😉
Um beijo, Passarinhxs!
Rebeca Piñeiro

Profissional Autodidata

Olá, Tribo!
Recentemente fiz um post no facebook perguntando para as pessoas o que elas achavam dos profissionais autodidatas.
Elaborei as perguntas de forma a estimular o questionamento e parecer que aquela era minha opinião sobre o assunto. Fazia muitos anos que eu não fazia posts do tipo, mas este assunto bateu em minha porta inúmeras vezes e por isso quis saber o que mais pessoas pensavam a respeito.

 

Este é o post:

 

Muitas alunas e profissionais de diversos estilos e áreas comentaram e deixaram sua opinião sobre o autodidatismo.
Existem muitos pontos de vista sobre o que é ser autodidata.

Tem aqueles que acham que é um dom, um talento ou coisa de gênio. Alguns acham que se você estuda por video, livros ou dvs didáticos não é autodidata porque alguém está compartilhando informação e ensinando a técnica ou aquela teoria. Tem gente que acha que passear vez ou outra em sala de aula e depois estudar em casa é o que define o autoditada. Tem aquele que pensa que investir dinheiro e tempo em estudo te define como um ótimo profissional, mas, também tem aquele que acha que o fato de você gastar $ e o seu tempo estudando em salas de aulas não garante que você seja um ótimo profissional. Existem muitos estudos, cada um fala sobre um ponto. É bem dificil definir o que é realmente o autodidata e sinceramente, prefiro não arriscar.

Eu disse no post que minha opinião seria dita nos comentários, preferi gerar assunto para o blog já que deu uma ótima repercussão e o assunto realmente merece ser abordado.

Minha primeira professora de DV, Simone Martinelli, me mostrou o Tribal. Em 2005 não tinha professores com muita experiência no Brasil, então comecei a estudar muito sozinha através de videos e blogs. Eu comecei como autodidata. Aprendi muito do estilo sozinha apesar de ter ajuda da minha professora que não era profissional do estilo na época mas soube me levar ao caminho certo. Considero este meu início como autodidata mesmo eu tendo uma professora porque sei o quanto pesquisei e aprendi sozinha.

O meu post fala sobre o PROFISSIONAL AUTODIDATA, não sobre o ALUNO AUTODIDATA.
Os exemplos que vivenciei desde que comecei a estudar o Tribal foram determinantes para eu fazer minha escolha em ser “rata”de sala de aula ou autodidata.

Vi Ariellah fazendo aula da Mardi. Mardi fazendo aula da Sharon. Kristine fazendo aula da Anita, Anita fazendo aula da Sandi. Mariana Quadros fazendo minha aula, eu fazendo aula da Mariana Quadros. Rachel fazendo aula da Carolena. Carolena fazendo aula de Indiano. Entre outras situações. Ou seja, minhas mestras, que são os meus exemplos, estudam com outros profissionais. Sempre fui estimulada a estar em sala de aula e foi nela que aprendi os conceitos e técnicas que hoje me ajudam a desenvolver um trabalho com respeito e responsabilidade com os alunos e com o estilo que escolhi seguir.

De acordo com a minha experiência, quando comecei a dar aulas senti que meu pote estava vazio. Minhas alunas me perguntavam coisas e eu tinha dúvidas sobre as respostas. Foi então que decidi estar em todas as aulas que eu pudesse. E felizmente, minha dança amadureceu e eu aprendi muito com os mestres mais experientes. Eles me construiram e direcionaram a achar o meu próprio caminho e personalidade.

Por ser professora, sei da minha importância na jornada de cada aluno. Sei o que posso oferecer e que tenho convicção do que estou ensinando. Recebo constantemente alunos que foram autodidatas por anos. O resultado é sempre o mesmo: voltar a estudar o módulo 1 porque existem inúmeras lacunas e limpezas técnicas a fazer. Eles compreendem isso e querem estudar tudo do zero.

O que não entendo, é que professores que são autodidatas, motivam seus alunos a estarem em sua sala de aula semanalmente e na maioria das vezes pregam a importância disso. O autodidatismo é para todos, não apenas para gênios. Acho que acreditaria em um professor autodidata que ensina em sala de aula técnicas e dicas de como ser um autoditada. 😉

Autodidata estuda muito! Sei como é porque fui e ainda sou em alguns pontos. É uma escolha. Conheço profissionais autodidatas que tiro o chapéu. A questão muda quando você escolhe seguir uma dança com regras, com certo e errado, com pode e não pode e opta por ensinar outras pessoas. Chega uma hora que todos os estudos autodidatas te levam para dentro de uma sala de aula. Não consigo imaginar um bom bailarino de ATS autodidata porque sei todos os processos que cada pessoa precisa passar em relação a técnica, teoria e autoconhecimento.

Se você é professor autodidata e for responsável com a saúde dos seus alunos e tem interesse em respeitar as origens e regras da arte que escolheu seguir, sem dúvida resultará em um lindo trabalho. Se você prefere estudar em sala de aula, terá que estudar o mesmo tanto. O estudo e dedidação são iguais para os dois estilos de evolução.
Não acredito que investir muito dinheiro e fazer todas as aulas disponíveis irá transformar você automaticamente em um ótimo profissional. Um bom profissional é um conjunto de atitudes, decisões, curriculo e responsabilidades. Sendo autodidata ou não, a regra vale para todos.

O que mais uma vez aconteceu  e que é sempre o meu foco em todos os posts, aulas e conversas: Respeito ou a falta dele.
Joguei uma questão e muitas pessoas apenas souberam agulhar, outras sentiram-se magoadas. Outras felizes por falarem do assunto. Algumas pessoas se sentiram criticadas e ameaçadas. Teve preconceito, regras baseadas em sua própria crença.
Eu tive e ainda tenho um ótima experiência com o autodidatismo. Mas se for para eu ensinar, quero ter um ou vários mestres que me auxiliem nesta jornada.

Eu respeito e adimiro as duas formas de aprender. Acredito que uma não vive sem a outra. Pratico as duas diariamente.
Não acredito no certo e no errado. Acredito no responsável e no irresponsável com a cultura, técnica e alunos.

Vou responder minhas próprias perguntas:
1) A qualidade deste profissional é questionável por ele ser autodidata?
Se tratando de dança e limitando ainda mais, se tratando do Tribal, eu não teria interesse em estudar com alguém que nunca passou por correções ou não tem troca de experiência. Mas, amaria conversar com esta pessoa e entender a forma que ela pensa, os processos criativos e como a dança funciona para ela. Mas não sentiria confiança em agregar o tal do “certo e errado” que ela me falaria em sala de aula. Sempre ficaria com insegurança em relação a técnica do estilo.

2) Você prefere estudar com um professor que investe muito (tempo e $) em estudo ou com um professor que aprendeu sozinho e nunca passou por uma correção de algum profissional mais experiente?
Acredito que gastar dinheiro e tempo com professor em sala de aula não define um bom profissional. Mas eu também não estudaria com alguém apenas autodidata que gastou muito tempo e dinheiro em estudos sozinho. Quando vou me reciclar, procuro pessoas que estudam com outras pessoas, que investem e são éticos, respeitosos, com didática boa e que compartilham tudo que sabem com seus alunos.

3) Acredita que este profissional na verdade não seja autodidata uma vez que estuda por vídeos no YouTube e tenta reproduzir a técnica, escolhendo seus bailarinos preferidos como mestres e lendo matérias sobre o estilo na internet?
Acho que se você assiste um dvd didático, tem um mestre na tela te ensinando. Se assiste videos no youtube e tenta reproduzir a técnica, sinto que é uma pesquisa rasa e de alguma forma, aquele bailarino do video te ensinou a fazer aquele movimento. Não acredito ser autodidata neste caso.

Minha opinião é essa. Resumindo: Respeito o autodidata. Sou autodidata. Mas quando me proponho a ensinar, vou atrás de me aprofundar e ter mestres que possam me ajudar a ser um profissional com qualidade com respeito às regras do estilo e respeito aos alunos que estão em minha sala de aula com sede daquele conhecimento.

Termino o texto agradecendo a todas as pessoas que souberam debater com respeito esta questão. Deixo abaixo algumas frases ditas nos comentários do post que demonstram também minha forma de pensar.

Um beijo para vocês autodidatas e não autoditadas. O mundo é para todos. As criações surgem das diferenças. 😉 ❤

“Nas aulas de pedagogia, a gente aprende que existem vários tipos de mediadores para a aprendizagem. O professor, o livro, um vídeo, são todos mediadores que colaboram para a construção de um conhecimento. Quando aprendemos com pessoas por meio de aulas presenciais, temos uma forma mais tradicional de aprendizagem. No entanto, quando nossos mediadores são unicamente livros e vídeos, sem interação com um professor mediador, chamamos de autodidatismo. É pra isso que serve essa palavra, pra definir outros tipos de aprendizagens diferentes da tradicinal em que não há interaçao entre aluno e professor cara a cara. Não tem nada a ver com dom… autodidatas tem que se esforçar muito para aprender, geralmente ralam muito mais, pois não tem o conhecimento facilitado pelo professor. Na verdade o autodidatismo só é recomendado em casos em que vc não pode ter aula presencial, pois é muito mais demorado aprender sozinho. No caso do tribal, quando ele surgiu no Brasil, não havia professores pra ensinar, então esse é um caso em que o autodidatismo se fez necessário. No entanto, as profissionais que iniciaram o estudos de tribal sozinhas no Brasil, assim que puderam, foram estudar fora com professores. Claro, porque, no caso da dança, a aprendizagem presencial é sempre melhor, porque é mais rápida e vc tem a garantia de que está fazendo o movimento com a qualidade que deveria ter. Outro ponto, o autodidatismo tb é crucial quando vc já domina uma série de conhecimentos, já é um profissional de excelência e não encontra mais muitos professores acima de vc pra te ensinar. Nesse caso o autodidatismo é necessário para que o dançarino possa evoluir e tv se ele quiser inovar.” (Karen Dias de Sousa)

“Sobre o autodidatismo na questão 4 é boa por uma coisa: ela ajuda o bailarino ter.. muito dele mesmo.” (Loreta Marjory)

“…desenho desde uns 5 anos. Nasci com o dom, certo? Ai de mim se não buscasse aprender técnica! Dons precisam ser trabalhados corretamente. Agora tendo técnica, ai de mim se não praticar por conta própria! Com a dança acontece, ao menos comigo, a mesma coisa.” (Dária Lorena)

“Eu pessoalmente prefiro profissionais que estudam das duas formas: em sala de aula e sozinho porque pra mim um não funciona sem o outro.” (Ludmila Fornes)

“Yo creo que depende de cuales sean nuestros objetivos como alumnos. Si queremos conocer seriamente una danza, es necesario acudir a un docente capacitado que nos transmita correctamente la técnica, pasos, estética y teoría de la danza elegida… Y si es autodidacta en cuanto a ser creativo a la hora de dar las clases o componer coreografías, etc… Mucho mejor.
De todas formas una persona con muchos certificados no es garantía de un buen docente… Así que tenemos que ser muy precavidos y tomar clases con distintas personas para ampliar el abanico, y ver la danza que queremos aprender desde distintos enfoques además. Es mi humilde opinión. Besos hermosa!” (Caro Moro)

“Autodidática pra mim é quando vc estuda ou faz tudo sozinho, pesquisa e desenvolve algo através sei lá, de uma inspiração , um dom incrível de ver , entender, absorver, reproduzir e repassar sem o contato com ninguém.” (Marcelo Justino)

“Pois é… Minha curiosidade é: os autodidatas que têm chances de estarem perto de grandes profissionais e aprenderem com eles, o que os leva a ainda preferirem seguir sozinhos? E, então, eles deveriam incentivar as pessoas a estudarem sozinhas, né?! Mostrar esse caminho. E não a consumirem suas aulas.” (Nesrine)

“Me dá um pouco de receio, acredito que a vivência nas salas de aula de dança são responsáveis não só por uma técnica mais acurada como também por melhores relações e sentimento de grupo – mesmo uma boa bailarina solista precisa praticar em grupo -, um trabalho de improviso mais sério… e, bem, nada pode ser melhor que um bom puxão de orelha de uma professora de dança, rsrsrs. Acredito que na dança, como em qualquer outra arte ou técnica (e isso vale até pra outras áreas, da história à física), é possível tirar ótimo proveito de vídeos, livros, dicas que você pega na internet, mas esses devem servir como complemento. É preciso orientação de alguém experiente, que esteja ao seu lado, pra limpar “vícios” posturais, pra observar o impacto das movimentações no seu corpo e para te orientar, dentro do que é possível ou não fazer.” (Ana Terra De Leon)

“Sou professora (não de dança, mas de língua portuguesa). Acredito q estudo e pesquisa são importantes em todas as áreas. Acrescento que as trocas de experiências e o diálogo também são fundamentais na formação de um professor. Portanto, quando procuro um curso de dança dou preferência a quem tenha vivência e formação amplas, então alguém q seja somente autodidata não atende minha expectativa.
Penso q ser autodidata para dançar ou aprender o quer q seja é uma coisa, mas para ensinar algo a alguém é outra história.” (Renata Pingueiro)

” Acredito que ter um mestre para te direcionar é muito importante, principalmente no início, mas o fato da pessoa buscar evoluir sozinha não a desqualifica. Falando especificamente de danca, danca é corpo e é necessário mta pesquisa sozinha para evoluir. Eu prefiro estudar com um professor competente, que saiba ensinar e está sempre buscando algo mais a oferecer, na minha percepção o fato de ele ter investido muito dinheiro não o qualifica, mas tempo é algo que faz a diferença no caminho profissional.” (Thaisa Martins)

“Na minha opinião o auto didata pode ser excelente no que ele faz. Existem pessoas que desde pequenos sabem tocar piano por exemplo, como explicar? São talentos… porém, ensinar requer conhecimento técnico. Na dança, especificamente você está lidando com o corpo das pessoas. É preciso que o professor tenha um conhecimento que possa atender às dúvidas e dificuldades que forem surgindo. Para qualquer aluno realmente interessado existirá uma sede de conhecimento e o professor bom, competente precisará ser a fonte e o condutor desse conhecimento. “Quem faz algo, não precisa saber necessariamente como consegue fazer. Quem ensina precisa de conhecimento técnico. Até que ponto a pessoa conseguirá evoluir sozinha? Eu acho que chegará uma hora que isso vai pesar…” (Natália Machado)

” Sim, é questionável a qualidade deste profissional, se ele estuda por conta, quem supervisionou ou contou pra ele que ele está apto a ser profissional?
Prefiro estudar com um professor que investe tempo e dinheiro em estudos com outros profissionais mais experientes. Dá pra comparar com médicos. É preferível ir num médico que se atualiza e investe em congressos, pesquisas e estudou numa universidade ou vc se trataria com um médico autodidata?
Eu considero autodidata qualquer maneira de estudo sem supervisão. E aí depende do profissional como ele utiliza este estudo autodidata. Pois vc pode estudar vídeos, assimilar a sua dança e constituir seu estilo/personagem ou então vc será mais um reprodutor ininterrupto de coreografias e sequências prontas da internet. (Uma das coisas que mais vemos hoje em dia diga-se de passagem)
Não sei se isso entra no enredo da questão, mas acho que estudar de forma “autodidata” pode ser interessante depois que já existe algum embasamento bem direcionado e técnico, é então o profissional buscar fontes de estudos diferentes, sabendo diferenciar, entender e assimilar o que está estudando, para compor sua arte. Se tornar profissional sendo que sempre foi autodidata me dá um pouco de medo, quais fontes foram estudadas, o que considera verdade ou mentira, o que tem como base para ensinar para os outros? Um autodidata antes de se tornar profissional provavelmente só teve experiências com o próprio corpo não é? Então quando se intitula profissional, como ele pode passar informações para corpos diferentes, ou mesmo trabalhar apresentações e números para públicos diferentes? Eu acredito que a cooperação, o fato de estar em grupo, debater questões, onde sentimos dor, incomodo, facilidade, isso é tão pessoal, e agrega tanto ao crescimento pessoal, que infelizmente não acredito em profissionais autodidatas. Repito, basta usar o exemplo de um médico… você confiaria num autodidata ou em um formado?” (Bruna Nassif)

“Se o bailarino se acha um puta profissional autodidata beleza, o que acho que nao seria correto é apenas o fato do profissional ser responsavel por danos causados ao corpo de uma pessoa leiga no assunto.” (Fahir Sayeg)

 

 

 

 

 

 

 

A Importância da Reciclagem

Oi, Passarinha!

Hoje quero abordar um assunto muito importante dentro do ATS® que é a reciclagem.

Acredito que este tema sirva para todos os estilos de dança, não apenas pra o ATS, mas irei focar nele para conversamos sobre este valioso assunto.

O ATS é dividido em módulos, temos o módulo 1, 2, 3 e “quase” um módulo 4 (não obrigatório) para estudarmos os “extras” do estilo.
Para saber todos os movimentos do clássico e moderno, você precisa concluir o seu módulo 3. Depois que você concluiu este módulo, para onde você vai? O que vai acontecer com o seu estudo, com a sua técnica?
O ATS lindo, aquele bem definido, divertido, que consegue ser diferente a cada apresentação mesmo utilizando os mesmos passos, precisa de muito mais estudo do que imaginamos.

1276991_707081869306640_1812687928_oÉ muito importante percebermos o que precisamos aperfeiçoar. Você que é aluna iniciante, comece a estudar o ATS já sabendo que irá fazer o módulo 1, 2, 3 e “extras” inúmeras vezes.

Repetir o módulo não é negativo, pelo contrário. É sinal de respeito ao estilo, de vontade de aprender e paciência.

Respeite sua professora quando ela sugerir que permaneça no mesmo módulo ou que volte a estudar o módulo anterior ao seu atualmente. Se conseguir e se a escola onde estuda permitir, faça o seu módulo atual e o anterior simultaneamente. Assim você recicla e junto evolui. Mas converse com sua professora sempre para saber o que é melhor para sua dança.

Tenho alunas que estão prontas para avançar para o módulo 2 mas preferem permanecer no 1 para trabalhar a segurança ao liderar, revisar os passos básicos e ir para o módulo 2 com mais confiança.  Essa decisão é legal e responsável, mas precisamos seguir evoluindo, tome cuidado para não deixar de avançar por medo.  Saiba quando permanecer, quando deve voltar e também quando chega a hora de dar um passo a frente.

Tenho inúmeras alunas que refizeram o módulo 2 pelo menos 3 vezes. ❤

Atualmente uma aluna minha que é Sister Studio, a Elis Borges, voltou para minha sala de aula. Ela escolheu o módulo 1. Sim, o módulo 1! Isso é extremamente admirável por que demonstra que ela sabe a importância da limpeza técnica e também de se manter atualizada.

17097540_10209969459207689_1724630518249278227_oCertificado é apenas papel. Junte seus certificados como lindas e especiais recordações dos cursos já feitos por você, mas permita-se juntar muitos de cada módulo.  Tenha em mente que o seu corpo, sua técnica e a sua experiência definem seu nível na dança. Não a quantidade de papel guardado em uma pasta.  😉
Estude com várias professoras, faça workshops, aulas particulares, participe de grupos nas redes sociais. Questione, tire dúvidas.

O ATS é um estilo vivo. Costumo dizer, com todo respeito a nossa mãe, que Carolena está viva e louca (incrivelmente louca) e ainda modifica e aprimora o estilo todos os dias. O ATS foi desenvolvido em cima de tentativas. E ainda o é. Novos movimentos, novas regras, tira isso, põe isso… precisamos nos manter atualizados para acompanhar todo este processo de criação constante.

Sisters e Brothers: estudem. Com certeza muita coisa já mudou desde a sua formação. Se formar em ATS® significa apenas que os  estudos começaram. Precisamos sempre procurar o que há de novo. Se puder ir para fora, ótimo. Se não puder, inúmeros eventos proporcionam a vinda de internacionais do ATS para nossa reciclagem na América do Sul.  Temos também excelentes profissionais de ATS no Brasil que podem te ajudar com isso.

Desde que me formei, em 2012, estudei muito, muito, muito. Todas as vezes que viajei ou trouxe internacionais fiz os workshops ou aulas particulares. Meus temas preferidos são os básicos. Sempre procuro por reciclagem de formações, body wave, correção de postura, taxeem, etc. O segredo do ATS está no módulo 1, acredite! É o módulo mais importante porque tudo sobre a estrutura está ali.  Se a sua base estiver limpa, as ramificações dos movimentos também ficarão.

Minhas alunas chegam até a minha sala de  aula confiando no meu trabalho e preciso ter feito o meu melhor para elas.

17156206_10210022408691393_6833530116811473377_nNão é humilhante ser ou voltar para o módulo 1, 2, ou 3. Não é porque você é professora que precisa saber de tudo. Uma professora de ATS nunca sabe de tudo porque enquanto pregamos uma verdade aqui, lá nos EUA já foi modificado.

Professor, corrija-se em sala de aula, recicle seus alunos, diga que era assim e agora mudou. Que você estudou, se reciclou. Sem dúvida alguma seus alunos irão gostar e confiar ainda mais em você. Temos o programa SSCE do FCBD® que não é obrigatório mas estimula a reciclagem constante.

Alunos, procurem professores que se reciclam frequentemente. Pergunte a eles se  estudam, com quem e com qual frequência.

Uma raiz saudável e forte faz a árvore se desenvolver lindamente. Busque fortalecer suas raízes. Antes de pensar em criar dialetos, veja se precisa corrigir seu torso twist, body wave ou taxeem. Antes de pensar em ser professora, seja aluna dedicada. Antes de sonhar com o módulo 3, sonhe em concluir o módulo que está com extrema dedicação.

E volte, quantas vezes precisar para os módulos 1, 2, 3 e “extras”.

É muita honra!

Ao longo da minha jornada no ATS® tive o enorme prazer de dançar com as minhas mestras.
Quando comecei a dançar eu não imaginava chegar tão longe, mas sempre tive a certeza de que daria certo.

Dividir palco com minhas professoras, pessoas que admiro e que me ensinaram o ATS®, sem dúvida foram algumas das minhas melhores experiências que o estilo trouxe para minha vida.
Quando elas te convidam ou dizem “sim” para o seu convite é uma alegria imensa e uma sensação de reconhecimento, de conquista, de certeza que está no caminho certo… é uma sensação que alegra, colore e dá sentido a toda batalha e caminhos percorridos para chegar até ali. É levantar um troféu, é dar um abraço em você mesmo e dizer: você conseguiu, parabéns pela sua luta!
Reconhecer seus méritos é essencial. Reconhecer suas mestras é digno e respeitoso. Saber onde chegou, onde quer chegar e o seu devido lugar (tamanho) neste momento é sábio.
Saber sorrir a conquista dos outros é bonito. Te convido a sorrir comigo! 😀

 

 

 

 

 

Mais do mesmo: conexão!

Olá, Passarinhas!
Quero falar um pouco sobre o ser humano que dança ATS®… sim, ser humano!
Quem me conhece sabe o quanto gosto de destacar o fato do ATS® ser um estilo de vida, uma filosofia, uma maneira de ser e se expressar.
No Congresso Tribal 2017 que acaba de acontecer, tive a enorme honra de dançar com minhas mestras Kristine Adams e Anita Lalwani. Todos sabem o quanto sou apaixonada pela Kris por sua técnica e amizade que desenvolvemos ao longo dos anos. Já dancei com ela 3 vezes e esta foi a 4ª. experiência. Com a Anita foi a primeira em cena mas já a conhecida das aulas no antigo estúdio do FCBD® em São Francisco,CA.
Quero abordar hoje com vocês o que senti acontecer no ensaio e me fez “cair a ficha” sobre o que o ATS realmente é em essência.
Tive apenas uma hora de ensaio com elas durante o evento. Ele aconteceu na sexta, no primeiro dia do Congresso.
Colocamos a música e dançamos. Depois dançamos novamente, e depois novamente. E enfim, mais uma vez. O ensaio acabou sem a dança ter sido criada, sem uma coreografia ter sido feita ou algo que pudesse deixar a situação mais segura para a nossa apresentação. Foi então que eu pude confirmar minha teoria: Nós criamos conexão e não coreografia!
Tudo no ensaio foi sobre conexão. Dançamos inúmeras vezes, cada vez era diferente, mas a nossa conexão melhorava e logo a dança fluía muito mais natural e divertida.

Anita (20 anos de FCBD), Kristine (13 anos de FCBD) e eu (10 anos de ATS). Nós dominamos os passos do ATS, certo? Nós dominamos as formações, certo? Nós sabemos as variações e como lidar com erros, certo? A resposta é SIM e NÃO ao mesmo tempo! 😛
A técnica e experiência no estilo nos ajuda muito, claro… mas é incrível como os movimentos e formações parecem novidade quando estamos desenvolvendo uma conexão com um ser humano que nunca dançamos antes.
É por isso que precisa de ensaio. Porque somos seres humanos diferentes e o ensaio serve para que possamos nos conhecer, conhecer nossos corpos, nossa sintonia, nosso estilo. O ensaio serve para que a conexão exista entre pessoas que não costumam dançar juntas. É incrível a sensação de criar danças novas com os mesmos passos do ATS todas as vezes, centenas de vezes e cada uma delas parecer novidade! Aliás, amo como sempre parece uma novidade a forma que o Egyptian ou o Spin serão aplicados, quando acontecerá a diagonal ou o coro. O ensaio foi uma nova descoberta para todas porque éramos seres humanos novos, que se juntaram pela primeira vez para dançar naquela formação, com aquela música para aquele evento, naquele país, para aquele público. O ATS trata das situações como únicas e novas, por isso ele não enjoa, por isso ele se mantém vivo e interessante para os praticantes e para o publico.

No palco foi improviso. A única coisa que marcamos foi a forma que iríamos entrar em cena: “com ou sem a música”.
Mas o ensaio fez com que nossa sintonia surgisse e tornasse nossa técnica possível.

Para você que assistiu, a apresentação foi 100% improviso! Esse é o ATS sendo trabalhado em sua essência. Técnica e conexão sendo trabalhados no palco de forma improvisada.

Precisamos nos preocupar MUITO com o tipo de conexão que está sendo criada com os seres humanos que irão compartilhar o palco conosco.
Lembrando que “você não precisa gostar da pessoa para conseguir se conectar com ela, dançar lindamente em cena e se divertirem muito juntos. ATS é sobre respeito, maturidade, entrega e humildade”.

Olho no olho, flock of birds, entrega, atenção e respeito. Ingredientes que não podem faltar no nosso improviso.

#2 – Diário da Beca| Day Off – EUA

Hello little birds! 

Hoje o dia foi extremamente especial. Passei o dia ao lado da minha amiga e mestra no ATS®, Kristine Adams e da alemã Gudrun. Almoçamos sushi, comemos cupcake, tomamos chá, fizemos compras…hoje o dia estava bem feio por aqui. Muita chuva e bastaste frio. Mas não foi empecilho para nosso passeio. Esqueci de tirar foto do cupcake inteiro, lembrei apenas quando já estava no fim: 

La Luna Cupcake

Gudrun é uma mulher extremamente inteligente, elegante, educada e simpatica, foi um prazer conhecê-la pessoalmente. Ela irá ministrar workshop no Homecoming e dançará no show de sábado com o ATS Sisters Collective. 
A noite fomos jantar em um restaurante mexicano que a Kris sugeriu. O local se chama Velvet Cantina e pelo que a Kris falou, é extremamente tradicional e antigo em São Francisco. Segundo ela, ir a este local é fazer valer sua visita na cidade. Um lugar pequeno, aconchegante, com excelente serviço e a comida é realmente boa. A Kristine definitivamente arrasou na escolha.   

Elana Brutman, amiga de Kristine se juntou a nós. Uma mulher divertida que ja dançou no Read my Hips em Chicago, Ultra Gypsy  e no Floxgolve Sweethearts (obrigada Barbara Kale pelas informações adicionais sobre ela), hoje se dedica a música. Elana também ajuda pessoas com Mal de Parkinson a lutarem box! Pois é… aquele tipo de gente que você sente alegria por ser da mesma espécie e que conversaria por horas e horas. 

Hoje meu dia foi essa delícia. Um tour pelas ruas de São Francisco com Gudrun e Kristine e muita troca de informações sobre o ATS e a vida. 
Amanhã irei logo cedo para Burlingame onde irá acontecer o Homecoming. O evento irá começar às 16hs com Workshop da Wendy contando a história do ATS®. Não vejo a hora!  Irei compartilhar tudo com vocês!                       Um beijo! 

Da esquerda para a direita: Gudrun, eu, Kristine e Elana

#1 – Diário da Beca| Underground Nomads- EUA

Olá, Tribo! 

Sobre o dia 17/01/2017, terça feira. 

Finalmente cheguei aos EUA e muita coisa já aconteceu por aqui. Meu vôo foi tranquilo e quase enlouqueci no momento da conexão em Los Angeles. Me deram um cartão laranja fluorescente (agora sei que significa uma grande chance de não pegar o seu próximo avião)  e aquilo me fez correr desesperada por 50 minutos para conseguir trocar de aeronave a tempo. Enfim, deu tempo e cheguei pontualmente no Aeroporto de São Francisco.  Peguei um transporte que me levaria até o hotel, um senhor de aproximadamente 70 anos era o motorista. Viemos conversando e ele me contou que há 3 anos atrás era um morador de rua, sem teto, sem comida…mas decidiu mudar e mudou. Ele não tem como pagar aluguel e arcar com as despesas do seu carro de trabalho, tudo indica que ele mora naquela van. Fiquei muito feliz em conhecer este senhor e a minha viagem começa aqui, com o senhor ex morador de rua chamado Elias que mudou sua história de vida. 

Cheguei no hotel e como sempre (sim, tenho chilique e ataque de alegria quando chego nos hotéis), a primeira coisa que fiz foi me jogar na cama e agradecer aos deuses e deusas por ter chegado bem e pelo que viria pela frente. 

Saí para dar uma volta pela Union Square e me lembrei que estava próxima ao restaurante de um hotel que fiquei hospedada em 2012. Entrei e pedi o mesmo prato que eu pedia na companhia da Nadja El Balady em 2012: macarrão recheado com ricota e espinafre com molho ao sugo e limonada! Deu pra matar a saudade. 

Voltei para o hotel e logo comecei a me arrumar para o show no Underground Nomads. Nem preciso falar da emoção que eu estava sentindo ao me arrumar para dançar nesta festa que sempre acompanho de longe e rever pessoas queridas por mim. 

O local do evento é no bar F8 que fica na Folsom Street , Union Square. Um camarim revestido de espelhos e um ambiente pequeno e aconchegante onde as danças acontecem. Fui extremamente bem recebida por todos, mas o meu encanto ficou marcado ao conhecer a Terri pessoalmente. Uma mulher linda, simpática e divertida.                                       Dancei com a norte americana, Becka Bomb. Uma mulher linda, simpática e que dança muito. Nos conheciamos apenas pelas redes sociais e quando apareceu a oportunidade, resolvemos juntar as “Bekas” nesta festa. Não tivemos a oportunidade de ensaiar antes, quando eu cheguei o show já estava para começar. O ATS® me conquista a cada prova que tenho de que o seu sistema unificado de improviso é a melhor escolha para juntar pessoas. O nosso dueto fluiu com conexão e alegria. Tivemos alguns errinhos durante a dança mas neste caso, são aqueles erros naturais de um improviso e de dois corpos que nunca tinham se visto e dançado antes. Foi um experiência incrível colocar o ATS em prática 100℅ improvisado. Sempre digo para minhas alunas que Flock of Birds, olho no olho, atenção, foco e simplicidade dos movimentos garantem o sucesso de momentos como este. 

Após minha apresentação com a Becka Bomb, outras danças aconteceram e foram lindas! O momento ápice foi quando FCBD entrou em cena arrasando em seus desenhos, dinâmicas e técnicas. Assistir este momento acontecendo bem na minha frente, ao vivo e de forma tão linda, me fez emocionar e sentir aquela maravilhosa e viciante sensação de sonho realizado.

Como todos sabem, Kristine Adams é minha amiga e mestre no ATS. Aprendo com ela o tempo todo, apenas ao acompanhar seu jeito no camarim, como trata as pessoas e como se posiciona em cena. É uma alegria estar mais uma vez sob os olhares, correções, apoio e amizade de uma pessoa tão admirável como a Kris. 

Hoje foi um dia especial, muito especial. Cheguei no hotel, hora de descansar! 

Tenho postado muitos momentos especiais no instagram e facebook. Me siga e acompanhe o que estou vivenciando por aqui.

Encerro o post com alguns momentos do Underground Nomads e com o vídeo da minha apresentação com a Becka.       

Um beijo, passarinhas (os). 

Camarim Espelhado
Com o FCBD®

Com Kristine Adams
Com a Larissa Archer

Com a Níjme, minha aluna que veio para se formar em ATS®
Com Laura Gutierrez, Terri, Níjme e Isabelle
Com Isabelle Mokros, minha aluna alemã que veio para se formar em ATS®